EaD – Resumen

EaD – Resumen PDF 628

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A modalidade de ensino a distância (EaD), tem como argumento principal, o aumento de uma demanda de alunos, que os equipamentos físicos, prédios com salas e professores, não conseguiriam suportar. Não haveria espaço e condições de recebe-los, nos modelos de educação presencial. A modalidade solucionadora do momento (EaD), pela falta de vagas oferecidas nas faculdades. Baseia-se num discurso da pátria educadora. E reforça a sua estratégia declarada, com o aumento da oferta de vagas nas instituições de ensino superior. Estendendo-se ao nível médio com formação de novos técnicos, com novos cursos profissionalizantes.

Aumento nas vagas de graduação, e criação de vagas na pós-graduação. O uso da mais valia sobre o trabalho de professores e de orientadores. A possibilidade da flexibilidade de horário, se confunde com as grades de horários, na jornada semanal. Pela tela do computador, o trabalho fora da classe.

Mas por outro lado, com o aumento de alunos, inflaciona o mercado de formandos na graduação, tornando necessário uma pós-graduação, para destacar-se entre os formados. A pós-graduação, que era vista como um aumento de conhecimento dado aos pós-graduandos, oferecendo os títulos de especialistas, mestres e doutores, termina por ser uma complementação dos cursos de bacharelados e licenciaturas. O que se torna uma facilidade no ingresso, torna-se uma dificuldade no desenvolvimento. A busca de um orientador que se disponha a prosseguir suas ideias. E o orientador em busca de um orientando, para continuar suas pesquisas e seus projetos. O aluno orientando como ferramenta de pesquisa.

Com cursos de nível tecnológico, cursos superiores de menor duração, o foco e o destaque, é o convencimento de que os alunos formados estarão aptos a prestar concursos públicos, onde o terceiro grau é uma exigência. Poderão assim concorrer a vagas de cadastro de reserva, com direito a postergações de validades progressivas.

E a EaD é declaradamente uma estratégia de educação continuada, uma educação permanente. Formando, especializando e capacitando, formados e não formados, profissionais e não profissionais. A estratégia de um grupo dominante mantido a distância de professores e alunos. A estratégia de um pequeno grupo dominar um grande grupo, na condição de alunos. Graduados se tornam alunos, por um modelo de dominação autorizada e consentida. Alunos que dão poderes a professores e orientadores, de julgar seus trabalhos e suas pesquisas.

Ao mesmo tempo que graduados ingressam em um curso de pós-graduação, aumentam as possibilidades e aumentam as exigências. A obrigatoriedade de produzir um conhecimento, encontra barreiras, de divulgar conhecimentos criados e adquiridos. E vem a necessidade de estar em sala de aula. Ter um grupo a sua frente, onde possa passar seus conhecimentos.

A hierarquia dentro da escola, onde o aluno ingressa como aluno e será sempre um aluno, nunca estará formado, com uma formação plena, dentro dos muros da universidade. Tal como o soldado que ingressa nas forças armadas, ainda que tendo planos de ascensão e de carreira será sempre um subalterno, perante os oficiais, classificados também, como oficiais subalternos e oficiais superiores, dentro dos muros dos quarteis. Oficiais que se destacam e se separam por dourados e platinas sobre os ombros, enquanto praças levam suas divisas nos braços. Alunos e professores, mestres e doutores, tem seus títulos e diplomas enrolados em canudos. Quanto mais raros são mais valiosos.

Karl Marx (1818-1883), produziu um conhecimento, sem fazer parte da tão afamada academia. Não fez carreira acadêmica. Mas teve como amigo Friedrich Engels (1820-1895), e como parceira conjugal Jenny von Whestphalen (1814-1881), que frequentou a academia. Marx aprendeu com Engels e Jenny, pensar como pensa a academia. Observou normas, regras e comportamentos. E escreveu seus pensamentos e suas teses, tal como se escreve na academia, a linguagem reconhecida por mestres e doutores. Uma modalidade de escrita, o conhecimento cientifico, que não é mais que um estilo literário. A análise do passado, buscando formulas de repetição de fatos e fenômenos. Dos dados catalogados tentam prever o futuro. Ainda que o presente seja sempre modificador, determinando mudanças no futuro projetado.

RN, 25/04/16

 

por

Roberto Cardoso (Maracajá)

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Reiki Master & Karuna Reiki Master

Jornalista Científico

FAPERN/UFRN/CNPq

Texto disponível em:

http://www.publikador.com/cultura/roberto-cardoso/ead-resumen

 

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