Emília e milhas … e-milhas

Emília e milhas … e-milhas

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Tudo indicava que o tema principal do dia, ou da noite,  seria a Emília, contada não por Monteiro Lobato, mas por Sebastião Bortoni. Histórias do sitio contadas por um sábio, pesquisador e estudioso, tal como o Visconde de Sabugosa. Bortoni vem dando continuidade e vida a Emília, a partir de um relato contado, quando descobriu que um grupo de crianças não sabia quem era Emília, a personagem criada por Monteiro Lobato.

E antes de começar o evento programado, já aconteciam viagens imaginárias pela Rodovia Castelo Branco, e percorrendo algumas cidades como Agudos, Lençóis Paulista e Botucatu até chegar em Bauru. E a partir de Bauru a viagem prosseguiu também, foi de trem ou de ônibus, prosseguindo pelo oeste paulista até a cidade de Dracena, lá no finalzinho do estado, perto de Andradina, caminho normalmente percorrido pelo Expresso de Prata. Memórias dos anos de 1980, com o antigo modelo monobloco, Mercedes Benz. Hoje os ônibus são mais modernos e possuem dois andares, com direito a visão panorâmica.

E ainda havia uma alternativa de partir de São Paulo pela Reunidas, ou em uma viagem de trem, ambas passando por Campinas, Pederneiras e Jaú,  até chegar em Bauru. Opções mais longas ou demoradas, por passar em inúmeras cidades, em relação a Castelo que era uma via reta e larga, com pistas múltiplas. Viagens imaginarias de um tempo passado. Faltou lembrar e comentar, sobre a cidade Monteiro Lobato, perto de São José dos Campos, a caminho de Campos do Jordão.

Descumprindo uma características dos transportes, o evento partiu atrasado. Mas como o objetivo era viajar no tempo ficando sentados em um mesmo local, não importava o atraso, e viajar-se-ia a pontos mais distantes. E olhe que um bom mineiro não perde o trem, e adora contar um causo. Assim é Bortoni, mineiro e contador de histórias. Hoje da continuidade a Monteiro Lobato.

Começando o evento programado, umas das viagens contadas foi internacional, nos tempos da cortina de ferro, para visitar a União Soviética, em um tempo que para os brasileiros, eram todos conhecidos por russos. Nem se imaginava que era uma reunião de países, até nem pelo nome, uma união socialista. E por se pouco saber o que lá acontecia, entendia-se que tudo era a Rússia, ocupada pelos russos. A história nos convencia disto, por saber que um dia Napoleão tentou invadir a Rússia, sendo cercado e surpreendido pelo inverno severo. Outras viagens internacionais, foram pela América do Sul, no estilo exilado.

Uma fase em Brasília foi um ponto de partida, para contar outras histórias. Com informações coletadas, entrevistas e pesquisas na Asa Sul e Asa Norte. E na famosa W3. Cenas de filmes aconteceram a partir de BSB, com fugas e asilos políticos. Viagens e transportes que mais pareciam sequestros, considerando que eram os tempos de ditadura.

Outras histórias de viagem, foram suas idas a Salvador (SSV), com pernoites e apeamentos na casa de Jorge Amado, que tinha as mesmas veias politicas de Niemeyer. O monumento à JK em Brasília, também foi lembrado, com idealismos ocultos, talvez projetados em uma sombra. Faltando lembrar a construção das instalações do Parque da Cidade (Natal/RN), que também com a assinatura de Niemeyer tem uma imagem idealista oculta, que é possível interpretar pelo alto.

A história é algo difícil de entender e ser discutido, pois desde os primeiros estudos ensinados na escola, somos convencidos de uma versão, como quem ocupou e quem teve um território ocupado; quem ganhou ou quem perdeu uma batalha e uma guerra. E assim aprendemos e somos convencidos pela história contada por um lado, normalmente a versão do colonizador, o lado que se entende como vencedor. Nossa história começa com Caminha escrevendo uma carta, enquanto os índios apenas faziam parte da paisagem, sem deixar nada escrito.

A história é contada por quem a principio domina um conhecimento. Quem dominava a pólvora e a escrita. Quem dominou os transportes terrestres. Quem dominava os transportes marítimos, quem domina a aviação, modos de trocas e comunicação. E hoje por quem domina e controla a internet. Por quem já fincou uma bandeira na Lua. A partir da Lua e com a internet, é possível observar a Terra e contar uma história, que só resta aos que não tem o mesmo privilegio, acatar como verdadeira e obedecer o que é dito como será no futuro.

Sebastião Bortone atualmente reside em uma cidade da região Metropolitana de Natal/RN, é mineiro de Monte Santo de Minas, uma pequena cidade próxima a divisa com o estado de São Paulo, próxima da região de Mococa/SP. Viveu em Bauru/SP, Brasília/DF e outras cidades no Brasil e no mundo afora. Das cidades em que passou ou viveu, trouxe consigo um conhecimento na bagagem.

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texto em:

http://pelasruasdenatal.blogspot.com.br/2016/07/emilia-e-milhas-e-milhas.html

Escrito por

Roberto Cardoso (Maracajá)     

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Reiki Master & Karuna Reiki Master

Jornalista Científico FAPERN/UFRN/CNPq

 

Em 02/07/2016

Entre Natal/RN e Parnamirim/RN

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